Capítulo
I
O Segredo de Velia
e o Fim de Cron
Velia não é apenas uma pacata vila de pescadores em Balenos. Sob
a liderança do
aventureiro Igor Bartali, esconde-se o fardo terrível de seus ancestrais. No passado, a
grandiosa família Bartali governava todo o domínio a partir do imponente Castelo
de Cron.
O Rei Agris Bartali III, atormentado pelo desejo de imortalidade
e glória eterna, aceitou
a ajuda do imortal e enigmático alquimista Caphras. A promessa era usar os salões de
Cron para invocar Hadum, o Deus da Escuridão. No entanto, o ritual resultou em uma
explosão cataclísmica de alquimia negra, dizimando o castelo, a vida do rei e as almas
de inúmeros inocentes no que ficou conhecido como "A Queda de Cron".
O resquício dessa catástrofe sombria amaldiçoará a linhagem
Bartali para sempre. Até hoje
Emma Bartali, neta de Igor, sofre pesadelos diários, atormentada pelos ecos das almas
inquietas aprisionadas no castelo arruinado, servindo de recordação gélida sobre o preço
da arrogância aos moradores de Velia.
Capítulo
II
A Queda de Heidel
A orgulhosa Serendia outrora era formidável, mas ajoelhou-se
perante o poder bélico
implacável e a influência da Guilda Xian na Guerra Serendiana-Calpheana. Heidel, sua
reluzente capital construída ao redor do Rio Demi, agora nada mais é que um estado
vassalo.
O Lorde Crucio Domongatt perdeu tudo: sua
força, autonomia real e, em
meio de impiedosas rebeliões motivadas pela guerra, até seus três filhos homens. Feito
prisioneiro em Calpheon por um ano e rebaixado a lorde sob um tratado de humilhação, sua
única alegria restante é a filha sobrevivente Jarette.
Entretanto, do solo cultivado no rancor levanta-se
Jordine Ducas, o Leão
Dourado de Serendia e o Grão-Chamberlain de Heidel. Tendo testemunhado a morte de seus
pais pelas espadas de Calpheon, ele subiu gradualmente nas patentes através de sua
astúcia. Hoje, impulsionado por uma sede inestimável de rebelião e noivo de Jarette, o
objetivo de Jordine permanece letal e obscuro—recuperar o orgulho do Grão-Ducado, mesmo
que para isso ele precise se aliar às perigosas ilusões do lorde das trevas Belmorn.
Capítulo
III
A Corrupção de
Calpheon
Nenhuma linhagem nobre senta no palácio da poderosa República
de Calpheon deste que o
último governante supremo governamental, Rei Guy Seric, perdeu o legado após instigar
infames cruzadas contra o leste usando a ganância militar travestida de fé e adoração
divina. Seu reinado deu lugar ao Kalis, o conselho dos mercadores multimilionários e
oficiais aristocratas.
Sob a sombra impiedosa do Elionismo, a igreja de Elion atua
como o olho e a navalha de
Calpheon. Porém, sua luz divina é falsa; uma corrupção maciça infestou a hierarquia
quando grupos extremistas corrompidos como os "Guardiões da Alvorada" passaram a agir
nas sombras cometendo atrocidades pelo poder.
O impacto deste egoísmo colossal sangrou a população de
Calpheon em um local
indescritível: As Favelas e a Área Contaminada. É aqui que cidadãos jogados no lodo
sustentam os infindáveis Protestos de Calpheon, lançando gritos coléricos contra líderes
mercenários sem escrúpulos. A república de ouro carrega em si a faísca ejetada para que
o primeiro fogaréu em massa da revolução continental dê as caras.
Capítulo
IV
Mediah e os Três
Dias de Trevas
Outrora um reino intermediário que prosperou como o braço
comercial entre o leste e o
oeste, Mediah desmoronou sob a ambição sombria e a traição ruidosa. Sob o King Bareeds
III, a nação floresceu, enriquecida pela Guilda de Mercadores de Shen, liderada pelo
astuto Neruda Shen.
No entanto, o destino de Mediah foi selado pela bruxa
Illezra. Em um
evento cataclísmico conhecido como os "Três Dias de Trevas", o sol e a lua foram banidos
dos céus, mergulhando o continente em um terror absoluto. Enquanto o pânico consumia
Altinova, Illezra usou a energia negra do Santuário de Elric para invocar o próprio
poder do Caos, fragmentando a Bautt Slate—o antigo selo que protegia Mediah.
Hoje, Mediah é uma terra de contrastes: Altinova brilha como um
centro comercial sob a
batuta de ferro dos Shen, enquanto o Castelo de Mediah permanece como uma ruína
fantasmagórica, um monumento gélido ao dia em que a escuridão devorou o coração de um
reino.
Capítulo
V
Valencia: O Ouro
e o Deserto
Nas areias escaldantes do Grande Deserto de Valencia, repousa
o maior império que o mundo
já conheceu. Governado pela linhagem Nesser, o reino de Valencia é o
guardião dos segredos das Pedras Negras, que outrora caíram dos céus como meteoros de
poder.
A era de ouro de Valencia, sob o King Torme Nesser, viu o
florescimento da teologia de
Aal e o domínio sobre as tribos Bashims e centauros. No entanto, a morte do rei
desencadeou uma luta silenciosa entre o Rei Sahazad Nesser e seu irmão,
o Príncipe Barhan, pelo controle da mítica Chave Dourada—o selo de legitimidade que
Sahazad nunca recebeu de seu pai.
Enquanto a poeira das tempestades de areia encobre as ruínas
de Aakman e Hystria,
Valencia continua a ser o epicentro de uma guerra por recursos que sangra o continente,
escondendo sob suas dunas a verdade sobre o Fundamento e o antigo cataclismo que
transformou o paraíso em um deserto implacável.
Capítulo
VI
Kamasylvia: As
Filhas de Sylvia
Escondida por trás de neblinas místicas e montanhas
intransponíveis, Kamasylvia é o berço
das elfas e o lar da árvore sagrada Kamasylve. Criada pela Deusa Sylvia
a partir da luz do sol e da lua, a nação das elfas floresceu até que a ganância e a
desesperança trouxeram a estagnação.
O reino é dividido por uma ferida milenar entre as
Ganelle (filhas do
sol) e as Vedir (filhas da lua). Esse conflito foi exacerbado pela
ascensão das heréticas Ahib, elfas radicais que buscaram poderes
proibidos após a morte trágica da Princesa Catherine Ornette, levando o Kamasylve a um
sono profundo que quase extinguiu a luz do reino.
Sob a sábia e reservada Rainha Brolina
Ornette, Kamasylvia finalmente
abriu suas fronteiras para o mundo. Contudo, a sombra das Ahib e os segredos de
O'dyllita permanecem como espinhos no coração da floresta, enquanto as Ganelle e Vedir
lutam para encontrar harmonia antes que o fogo das trevas consuma as últimas folhas da
árvore mãe.
Terra do
Amanhecer
Gumiho: A Raposa
de Nove Caudas
Mihyun, a Gumiho ou Raposa de Nove Caudas, possui milhares de
anos e a sabedoria
acumulada de gerações. O dom de mudar de forma permite-lhe caçar almas desprevenidas,
possuindo um aterrorizante poder concentrado em seu Orbe da Raposa, uma gema capaz de
curar ou obliterar impérios rurais.
Segundo a lenda de Donghae, Gumiho não nasceu como divindade
implacável. Ela buscou a
iluminação por milênios, sonhando em ser humana por amor a um mortal. A desconfiança
humana, no entanto, traiu-a, transmutando seu coração imortal em crueldade e rancor.
Diz-se que apenas os três irmãos portadores das cabaças vermelha, azul e amarela
conseguiram dominar o lendário e flamejante Fogoraposa.
Terra do
Amanhecer
Sangoon: O Rei
dos Tigres
O Senhor Majestoso da Cordilheira de Taebaek,
Sangoon, rege o Domínio do
Tigre não apenas com garras divinas, mas com o eco cósmico de seu rugido, venerado como
um deus pelas vilas fronteiriças até a corrupção o atingir. Agora cego pela escuridão de
Taebaek, ele massacra a população, criando um rastro de carnificina impiedosa.
Suas vítimas não apenas morrem; elas são amaldiçoadas como
espíritos nefastos chamados
Changui. Esses espectros vagam pela floresta carregando pesar amargo,
atraindo seus parentes e caçadores inocentes diretamente para as mandíbulas dos felinos
subordinados a Sangoon. Apenas alcançando o que resta da consciência humana contida na
fera líder, o Apex Changui, a praga branca das montanhas pode ser silenciada.
Terra do
Amanhecer
O Trágico Rei
Porco Dourado
As lendas dividem-se em duas realidades na Caverna do Porco
Dourado: para alguns, são
nobres espíritos capazes de farejar a miséria das viúvas e presenteá-las com ouro nas
alvoradas geladas; para outros, são usurpadores de minas que rasgam a carne e ossos em
prol do cobiçado metal amarelo.
A realidade reside na tragédia do Rei Porco. Sua loucura
tomou conta desde que sua amada
e idílica noiva foi massacrada e devorada pelos aldeões famintos em anos de colheita
podre. Movido pelo karma de sua linhagem ancestral, o Rei agora vinga-se incutindo a
ganância, recheando estômagos cadavéricos com suas moedas pesadas.
Terra do
Amanhecer
O Exército de Bambu
No Coração da Floresta Mombuk (Shimnidae), os troncos secos e
folhas navalhas movem-se
com táticas guerreiras coordenadas; esta é a infame e etérea Legião de Bambu. Nascidos
em épocas primordiais para defender a nação dos invasores e convocados misticamente pela
"Flauta do Virador de Marés" a partir do obelisco Baekjuk, um dia a música do
instrumento sucumbiu.
Com a flauta divina estilhaçada e a energia das trevas, o
Umbral, assolando o monumento
Baekjuk, os guardiões juraram "purificar as agonias do mundo". Confundidos, esses
guerreiros esverdeados e tenentes afiaram suas lanças lenhosas e espadas não mais contra
demônios, mas contra todos os magistrados e viajantes que cruzam a floresta de Donghae.
Apenas a canção correta, as Chamas e a verdadeira lealdade real poderão apaziguá-los.
Terra do
Amanhecer
Duoxini: O Grande
Rei Dokkaebi
Dominando o submundo florestal envolto por labaredas azuladas
gélidas, o Rei Duoxini
governa soberano os misteriosos "Dokkaebi", guardiões elementais normalmente alegres,
travessos e benevolentes do amanhecer. No entanto, uma escuridão rasteira infestou a
Floresta Dokkaebi.
Tornados selvagens, seus súditos agora rondam perigosamente
por santuários profanados
cheios de estátuas Kkebidol esperando o ritual sombrio. Quando convocado em meio à névoa
impenetrável por sacerdotes renegados que tocam cítaras enlouquecedoras, o massivo
Duoxini emerge do chão disparando chamas esmagadoras de energia pura (Kkebifire),
defendendo de invasores suas amadas relíquias celestiais, possivelmente enquanto sofre
nos bastidores uma conspiração real liderada pela própria Princesa Dokkaebi para
mandá-lo para a sonhada 'Kebitópia'.
Câmara de Alianças
A câmara está silenciosa...
Fundar Nova Aliança
Nenhuma mensageiro nos portões.
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